domingo, 30 de junho de 2019

Autoavaliação Isabela Ribeiro



1- O que aprendi neste semestre?

Neste semestre o que mais aprendi foi a me soltar mais dentro do ambiente da UnB e entre as pessoas dali. A universidade é um ambiente para nos aperfeiçoarmos, criar laços e modificarmos o que de bruto temos. Ela nos molda, nos ensina e amadurece. E isso não acontece de forma alegre e boa sempre. É a partir dos erros que nos tornamos outros.
Na disciplina de Poéticas Teatrais tive a oportunidade de conhecer e ler um pouco dos textos teatrais, que tenho pouca familiaridade. Eu não sabia de muitos conceitos que tanto o professor Marcus como outras pessoas da turma me ensinaram. O teatro tem muito a ver comigo. E os textos lidos foram impactantes, principalmente os da Sarah Kane e do Heiner Muller.
Aprendi a fazer um outro tipo de leitura, diferente do que eu estava acostumada dentro do meu curso. Entrei em contato com outro mundo e o olhar que tenho agora é outro. Já percebi, ao assistir uma peça, que tenho foco em outros aspectos da cena, do conteúdo exposto. O que consegui apurar se complementou aos novos conhecimentos obtidos, também neste semestre, com Estética e Filosofia da Arte.
O professor Marcus trouxe muitos conceitos e algumas dicas preciosas para um aperfeiçoamento enquanto estudantes-pesquisadores. Foram trazidas muitas ferramentas de estudos como a maneira de procurar um texto em plataformas virtuais, como repositórios institucionais e até no Scribd.

2- No que tive maiores dificuldades?

Dentro da universidade enfrento ainda algumas dificuldades no que se refere às relações sociais. Talvez pelo fato de o meu curso ter um padrão de ser muito voltado ao desenvolvimento pessoal e intelectual, percebo que a gente, enquanto estudantes de filosofia, acabamos tendo dificuldade para estabelecer alguns laços sociáveis com as turmas de filosofia mesmo. Sempre sinto que ficamos muito mais voltados no "eu" do que no "nós". E é bem difícil pra mim não poder trocar histórias e saberes com mais gente. Algo que dentro da turma de Poéticas vivi de forma diferente.
Tenho a dificuldade de participação nas aulas, debatendo, perguntando e apontando alguma observação, algo que também acho que vem da minha experiência dentro da Fil. Tentei ser diferente nesse aspecto na nossa turma, pois achei o espaço seguro e aberto para essa minha barreira.
Outra dificuldade que enfrentei foi a de nesse semestre ter tido uma dupla jornada, pois comecei a trabalhar em um estágio que acabou me prejudicando em vários aspectos da minha vida, por mais que me oferecesse dinheiro. Tive a dificuldade de ter tempo para minhas leituras, para descansar, e para estar presente em algumas aulas, inclusive nas nossas. O que tenho certeza que foi a pior das dificuldades que tive.
Há também a difícil tarefa de me concentrar no que estou escrevendo. Quero dizer, de perseguir o meu objetivo proposto para a escrita dos trabalhos. Eu acabo procurando fontes secundárias e me atenho menos à primária. Acabo deixando de fora alguns aspectos importantes dentro da própria obra a ser analisada por ainda não ter "as manhas".
E assim como muitos de nós, também tive o impedimento de poder ler outras obras por conta da barreira linguística entre mim e o inglês. Queria muito ter trabalhado com o Tadeusz Kantor, e não pude porque a obra que eu usaria e tinha na BCE estava em inglês.

3- Como foi o trabalho de final de disciplina?

O trabalho de final de disciplina foi o melhor trabalho que pude realizar até então, por mais que contenha em si vários erros, como os apontados pelo professor na última aula.
Por incrível que pareça eu ainda não sei muita coisa no que diz respeito à escrita acadêmica. Uma dificuldade que trago do ensino médio, visto que nunca realizei um preparo para tal, como vejo hoje com alguns alunos de ensino médio que são cobrados a realizar um "simulado" de trabalho universitário, eu diria.
Eu me diverti e sofri ao mesmo tempo ao realizar o trabalho. Amei estudar um pouco do trabalho realizado por Bertold Brecht, e realmente desejo continuar a estudar esse autor. Trouxe para minha vida alguns conceitos introduzidos por ele e pelo seu teatro. Além de ter percebido o quanto ele é intenso e suas ideias poderosas se aplicadas em contextos cotidianos mesmo. Eu realmente me apaixonei pelo autor.
O melhor desse trabalho foi que eu o fiz com antecedência, parei nele em diversas ocasiões, reescrevi e tentei fazer o melhor trabalho que já fiz. Não tive que ficar em desespero como já experimentei em outros semestres ao fazer tudo em cima da hora. Consegui ler muitas coisas que me ajudaram a escrever e deixar a ideia fluir.
Outra coisa que foi ótima ter feito foi ter dedicado tempo ao trabalho da escrita. Isso vou levar para onde eu for. Foi a primeira vez que adquiri uma postura de compromisso com um trabalho que eu realizei. E é exatamente isso que eu gosto de fazer: me programar, ir para um canto propício e estudar.

4- O que eu poderia ter feito de diferente?

Gostaria de ter faltado menos às aulas, porque eu realmente amei fazer essa disciplina. Gostei de todos os texto, inclusive os dos materiais apresentados pelos meus colegas de turma.
Também seria bom se eu não tivesse deixado algumas coisas ruins que me acometiam atrapalhar minha atenção às lições dadas pelo professor em sala de aula. Preciso praticar mais o "estar presente" quando algum imprevisto ocorre.
Apesar disso, não mudaria nada. Tivemos muitos aprendizados com o professor Marcus, que inclusive me ensinou coisas que desde o primeiro semestre não me tinham sido passadas.

5- {Espaço para você escrever o que você quiser a partir de sua experiência nesta disciplina}

Foi um dos meus melhores semestres quanto aos professores que ministraram aulas, quanto às disciplinas, e também às turmas, especialmente a de Poéticas Teatrais. Foi pra mim uma ótima experiência ter feito parte dessa turma, que apesar de bem tímida em tamanho, foi uma das melhores que fiz parte.
Agradeço pela cultura e pela história de todos vocês. Agradeço inclusive ao professor Marcus que me incentivou a ser mais forte dentro dessa universidade contanto um pouco da sua trajetória acadêmica. Muitas vezes pensamos que o que desejamos é algo inalcançável, cremos que nosso sofrimento é grande, mas com certeza temos todas as possibilidades de fazer os nossos sonhos acontecerem. Como o Moska diz "sonhos são como deuses, quando não se acredita neles, deixam de existir". Tenho certeza que permanecerá na minha memória o que recebi de aprendizado neste semestre.
Obrigada imensamente pelas discussões propostas em sala, pela visão de mundo compartilhada e pelas risadas que ocorreram neste semestre. Tudo isso me trouxe uma nova experiência e me propiciou muitos momentos reflexivos dentro da Universidade de Brasília,


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