terça-feira, 26 de março de 2019

Autoapresentação Ruht Ra

Nome Arthur Herrera Valente
Matrícula 18/0116754

Questões

• 0- Fale um pouco sobre sua experiência em teatro até aqui, se participou de montagens, cursos, papéis, workshops. O que você aprendeu nestas participações, o que despertou em você.
Fiz pouco mais de três anos de aulas de teatro em 2012, 2015, 2016 e 2017, em Curitiba, Brasília, Curitiba e Niterói, respectivamente. Apresentei peças autorais dos professores de meu curso, no Teatro Lala Schneider, em 2012, "O Mágico de Oz", no Instituto de Artes e Cultura Alvaro Neto, em 2015, "Chicago", no Grupo de Teatro Bom Jesus, em 2016, e "O Santo Inquérito", no curso Cena Aberta, em 2017. O trabalho de que mais me orgulho, pessoalmente, foi o com o Grupo de Teatro Bom Jesus, de minha escola de ensinos fundamental e médio, sob a direção de Delrei Diogo, quando apresentei o musical "Chicago", estrelando no papel do personagem Amos, do qual recebi muito feedback positivo e fui ovacionado e senti que meu "sonho bobo de criança" de ser ator não era tão bobo assim. Em 2017, quando cursei um ano de Cinema na Universidade Federal Fluminense, fiz três meses do curso Cena Aberta, com Delson Antunes e Françoise Forton, e esta me incentivou a buscar o meu "curso dos sonhos" na Universidade de Brasília, cujo trabalho ela conhece e reconhece. Estou no departamento definitivamente desde este semestre e pretendo aprender tudo o que eu puder e me descobrir no processo focando nas experiências tanto em sala de aula quanto na cena de Brasília.

• 1- Liste as peças teatrais que você já leu. Autores e nome das obras.
Ariano Suassuna, "O Auto da Compadecida"
Anton Tchekhov, "O Jardim das Cerejeiras"

• 2- Escolha uma ou duas obras e apresente o que mais chamou atenção do texto que você leu.

Em "O Auto da Compadecida", encantou-me a simplicidade do texto e a fluidez com que o li, coisa que não costuma acontecer comigo, que sempre deixo leituras pela metade (como quase toda peça que já tentei ler...). Eu já havia visto o filme algumas vezes desde criança e li a peça com 17 anos, quando buscava um monólogo para um processo de seleção, e optei por fazer uma adaptação de um diálogo envolvendo o personagem João Grilo, pelo qual me reapaixonei lendo o texto original, tanto quanto pela atuação cativante de Matheus Nachtergaele. A eloquência e a capacidade de argumentação e de retórica do personagem, além do deleite que me deram, fizeram-me, pela primeira vez de que me lembro, torcer por um personagem com cujas ações eu não concordava totalmente, tamanha a empatia e o encantamento que em mim foram gerados.

Em "O Jardim das Cerejeiras", intrigou-me a temática central da derrocada da nobreza feudal ociosa e a crítica muito bem-humorada e ainda atual aos costumes da alta sociedade em decadência. No entanto, a mensagem, quase ao final da obra, de esperança por "liberdade, igualdade e fraternidade" me arrebatou (mais uma vez, por mais utópica que soasse) quando dita pelo personagem com que mais me identifiquei: o eterno aluno Trofímov, cujo monólogo de um mundo idealizado gerado a partir da luta por justiça foi o que escolhi apresentar dentre as obras contidas na bibliografia da minha prova de habilidade específica de Artes Cênicas, no meio do ano passado.

3- Liste textos(livros, artigos) que você leu que falam de teatro.

Comecei a ler "A preparação do ator", de Constantin Stanislavski, e "O Ponto de Mudança", de Peter Brook.

4- Escolha uma ou duas obras e comente o que você acho de mais relevante no que você leu.

Em "A preparação do ator", minhas expectativas por conhecer o método stanislavskiano foram surpreendidas pelo cunho narrativo ao mesmo tempo que expositivo, porém, depois de 7 anos que possuo o livro, ainda não passei do terceiro capítulo: Imaginação, que é algo que eu sempre exercito, habitualmente.

Em "O Ponto de Mudança", que li até a metade para uma prova de habilidade específica da USP, me estimulou muito o caráter pós-modernista do autor, que, no início, afirma que toda ideia é válida em um determinado contexto e isso expandiu meu senso crítico ao ponto de buscar viver e/ou conviver com todas as vivências possíveis, mesmo que, hoje, eu perceba que a vertente que mais me identifico com é a de cunho mais engajado na luta política e social. Mas a experiência e a experimentação e a abstração experimental, como narradas nos episódios do livro de Peter Brook, foram estímulo para que eu abrisse novos horizontes em minhas formas de me relacionar com o mundo.

5- Quais são suas expectativas em relação a esta disciplina? O que você espera aprender?

Por ter tido uma ótima introdução à disciplina e do que ela significa etimológica e praticamente, espero compreender e ser exposto a, na medida do possível em 60 horas-aula e 60 horas de estudo, diferentes estéticas que permearam e permeiam a prática teatral, e, particularmente, me interessa a linha de estudo do professor, em teatro grego, bem como a de outras culturas antigas, como a Inca, que foi mencionada. Conhecer as raízes aborígenes americanas das manifestações consideradas teatrais é um tópico que me despertou muito interesse, quando Marcus Mota citou sua abordagem, em aula. Inclusive, num estudo independente mais dirigido, além dos gerais que pretendo fazer sobre as mais variadas poéticas teatrais que forem apresentadas ou não, o "teatro incano", como, se não me engano, o professor colocou, se tornou um objeto de intriga muito grande para mim, que pretendo conhecer melhor.

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